domingo, 14 de dezembro de 2008

1º poema!

Tentei escrever sobre vícios e cheguei à conclusão que ainda não estou preparado. Depois decidi escrever sobre o sentido da nossa vida e quando tinha acabado a net foi-se abaixo e perdi o texto. Conclusão: hoje não é boa noite para escrever. Mas eu não gosto de desistir e por isso aqui estou eu, contra a minha própria inspiração a tentar escrever algo. E por isso vou tentar escrever um poema. Num dia como este pode sair algo horroroso, como contra tudo e todos até sair algo engraçado. Vou tentar.

Não é desatenção
Muito menos desistência
Mas a porra da inspiração
Dá-me cabo da paciência.

Há dias lixados
Em que por mais que tente
Não sai nada
E queimo os fuziveis da mente.

E depois quando me deito
Começo a escrever mentalmente
Mas já não me apetece levantar
Para escrever tudo aquilo de repente.

De manha quando me levanto
Tento recriar o que pensei
Mas quando vou anotar
Esqueço-me do que me lembrei.

Durante o dia
Tenho que fazer
E nem tempo tenho
Para escrever.

A noite é bastante inspiradora
Mas estou sempre com medo
Que alguém me oiça
E, de tão tarde ser,
Me mande com toda a loiça.

Por isso escrevo sempre à pressa
Tudo improvisado
Mas ao menos o que escrevo
Pra mim, tem sempre significado.

Nada mais a (falta de) inspiração
Me permite escrever
Por isso aqui me despeço
E até mais ver.

Casanova.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

As 3 diferentes formas de um "plano"

11.30 da noite...lareira acesa...noite de segunda-feira de um fim-de-semana prolongado...bom cenário para escrever alguma coisa. Hoje não vou escrever de algo em especial. Apetece-me apenas...escrever.
Apesar de o fim-de-semana ter sido mais longo, não foi sinal de mais descanso. Uma vez que foi o Baptizado da minha irmã. Foi cansativo mas valeu a pena, pois veio imensa gente. Para dizer a verdade, não conhecia metade, mas isso não tornou a festa menos interessante. Como sempre fiz "planos" para essa noite. Planos está entre aspas simplesmente porque eu entendo isso de uma maneira que pode não ser geral. Para mim significa pensar, antes das coisas acontecerem, como nós gostaríamos que um determinado evento, momento ou sentimento fossem. Isto pode ser bom ou mau. Se nós planearmos algo de uma determinada forma, e se esse algo correr como nós estávamos à espera: tudo bem e não há problema. Se o que nós planeamos correu melhor do que nós estávamos à espera: ainda melhor e ficamos muito felizes. Mas se o que nós planeamos não acontecer bem assim: ficamos tristes e com um sentimento esquisito a que eu chamo desilusão.
Felizmente que as coisas este fim-de-semana correram como eu planeei, correram até melhores do que eu planeei, e portanto estou feliz. Mas já foram várias as vezes que as coisas não correram como eu tinha previsto e aí fui apanhado de surpresa e fiquei desiludido. Este sentimento não é nada agradável e eu acho que já todos o sentimos uma vez que seja. Por isso, o conselho que eu dou e que eu tento sempre seguir é: não fazer planos!
Admiro a pessoa que tenha este dom (tenho as minhas dúvidas), pois eu não consigo deixar de fazer planos, adoro pensar na forma como as coisas deviam ser. Como já referi anteriormente: pode ser bom ou mau.
Deste fim-de-semana quero realçar duas coisas. Primeiro o baptizado da minha irmã (se bem que considero que o baptizado foi apenas uma desculpa para juntar 100 pessoas e fazer uma festa onde, penso eu, toda a gente se divertiu). E a segunda é que gostei de passar o fim-de-semana como meu "tio de Lisboa", e daqui a 20 dias lá estou eu outra vez.
Boa noite e um bom inicio de semana,

Casanova.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Perfeição!!!

Será que existe?
Durante muito tempo fiz esta pergunta a mim próprio e a resposta era sempre a mesma: não!
Porque, como é que pode existir algo ou alguém perfeito. Tudo tem defeitos, não há nada que possua só qualidades. Por mais simpáticas e divertidas que sejam, as pessoas têm todas defeitos. Até o Papa têm defeitos.
Cheguei a "trocar ideias" com a minha stora de inglês, a stora Carina, porque ela dizia que era rara e difícil de encontrar, mas que existia. Mas eu insistia que não.
Pois admito aqui que estava enganado. A perfeição existe. que só existe para aqueles que a sabem procurar, aqueles que a querem procurar. Para a encontrar é preciso paciência e persistência. Eu demorei 15 anos a encontra-lá, mas encontrei.
E eu digo-vos porque é que quase ninguém a encontra. As pessoas cometem dois erros.
Primeiro, como estão à procura da perfeição, tentam sempre ver que defeitos que as pessoas têm, e esperam encontrar a perfeição quando descobrirem uma pessoa a quem não consigam apontar um único defeito. O que está errado porque para descobrir a perfeição não podemos olhar aos defeitos mas sim ás qualidades.
Segundo, procuram a perfeição física e psicológica das pessoas. O que está errado porque nesse campo não se consegue encontrar a perfeição. Aí toda a gente é imperfeita.
Quem realmente quer encontrar a perfeição, vai ter de a procurar nos sentimentos. Só os sentimentos podem ser perfeitos. Só uma amizade pode ser perfeita, só um amor pode ser perfeito. Só a simplicidade de um sorriso pode ser perfeito quando nele está envolvido amor.
E sabem quando é que eu descobri isto? Não foi há anos atrás, foi à meses atrás. Porque entrou na minha vida uma menina que eu amo. O nome dela é Ana Lucília, e tem 8 meses. É a minha irmã. Só quando ela nasceu, é que eu descobri a perfeição. Porque eu amo-a como nunca amei ninguém. Ela não é perfeita, porque chora, faz-me levantar cedo não me deixa dormir. O que é perfeito é o que eu sinto por ela.
Como já disse a perfeição demora até ser encontrada, por isso não tenham pressa. Procurem devagar mas bem. Porque assim quando finalmente a acharem, vai-vos saber muito bem. E saibam olhar ás pequenas coisas da vida, ás simplicidades que ela tem. Por vezes, um pormenor faz toda a diferença.

Casanova

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Destino...Será?

Dizem que todos temos um, e que foi escrito pela mão de Deus. Sobre a minha crença por Deus nem vou falar (acreditem chocava muita gente). Vou sim centrar-me na minha opinião sobre o destino.
Dizem que tudo o que nos acontece está no destino. E que se nos aconteceu, é porque tinha de acontecer. Mas se realmente as coisas fossem assim, porque haveria eu de estudar para os testes? Se estivesse destinado ter boa nota eu tinha. Ou se estivesse destinado ter má nota, de que valia a pena eu me dedicar aos estudos, estava no destino. Se o destino realmente existisse não valia a pena esforçarmo-nos por nada. Porque se estivesse destinado eu ter uma certa coisa, eu ia ter, mas se não tivesse, de que me ia adiantar tentar. Assumir que se acredita no destino é assumir uma posição passivista em relação à vida e admitir que não vale a pena lutar por nada. Com uma agravante. Se o destino realmente existisse eu não tinha controlo sobre a minha vida, e eu adoro ter o controlo de tudo na minha vida. Para mim é indespensável. Quem é que não gosta de ter o controlo de tudo?
A meu ver o destino é apenas uma desculpa para acidentes ou coisas que as pessoas não conseguem explicar. Quando há um acidente dizem logo que estava no destino por isso tinha de acontecer, mas já passou pela cabeça de alguém que a carta de um dos intervenientes talvez tivesse saído numa caixa de cereais? Ou quando algo corre mal nas vossas vidas, foi do destino, tinha de acontecer. Já pensaram que se calhar foram vocês que não fizeram bem as coisas.
Não usem o destino para se desculparem. Tomem o controlo das vossas vidas. Intervenham nela e lutem pelas coisas. Não estejam à espera que elas caiam do céu porque acreditem em mim, não caiem.
Na vida há sempre pelo menos duas saídas, dois caminhos a seguir. Não esperem que seja o destino a escolher. Assumam o controlo e escolham vocês, e não tenham medo de falhar. Se cairem, levantem-se. O que não nos mata torna-nos mais fortes.
Como por exemplo, têm mesmo agora uma possibilidade de escolha: continuem a acreditar no destino e vivam passivamente, ou assumam o controlo da vossa vida e sejam vocês a mandar nela.

Casanova

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Falta de...

Antes de tudo quero pedir desculpa pela minha falta para convosco. Prometi que ia publicar aqui coisas todos os domingos e não consegui. Por isso decidi mudar um pouco. Eu vou publicar aqui aquilo que escrevo mas sempre que tiver algo. Acho que é melhor por isso venham cá todos os dias pois nunca se sabe quando eu vou publicar algo.
Agora passo ás razões. Nestes últimos dias tenho-me sentido estranho. A minha vontade para escrever o que quer que seja parece que desapareceu. E não tenho pensado noutra coisa. Primeiro pensei que fosse uma crise de inspiração. Mas depois de muitas noites a dormir sobre o assunto consegui ver as coisas por outro prisma. Eu não estou numa crise, porque se isto fosse uma crise, era sinal de que eu andava sempre inspirado, coisa que não acontece. Na realidade a inspiração vai aparecendo, e é ai que eu escrevo. Por isso nestes últimos dias eu não tenho andado estranho. Apenas tenho andado normal. Mas acho que me inspirei. Ou melhor depois de tanto procurar, encontrei a minha inspiração. E fui à procura dela na pessoa que eu mais amo neste mundo: a minha irmã. Ela sim, tem sido a minha verdadeira inspiração (com a música a ajudar). Eu gosto de adormecer a minha irmã, eu adoro vê-la dormir, eu até me rio quando a vejo chorar porque simplesmente sei que ela está ali, ao pé de mim. Basta um pequeno gesto dela ou o seu lindo sorriso para me pôr contente.
E eu acho que há outro motivo para não ter conseguido escrever no fim-de-semana. Aliás, escrever, eu escrevi, mas nem para mim próprio fazia sentido. O facto de eu ter criado este blog e de ter prometido que ia publicar aqui textos ou poemas meus todos os domingos, fez com que eu visse a escrita como uma tarefa, uma obrigação, não como apenas um hobbie ou uma distracção só para mim. Então a minha própria mente inibiu-se. Acho que precisei desta semana, e principalmente do fim-de-semana, para me mentalizar que isto continua a ser um hobbie. Mas consegui. E hoje, agora mesmo, sinto as palavras a fluir na minha cabeça. Neste momento apetece-me escrever sobre várias coisas, mas se o fizesse escrevia muito e vocês fartavam-se a meio, e esgotava os vários temas que vou publicar aqui ao longo do tempo, e então vou retrair-me um bocado.
O que eu quis dizer com esta conversa toda é que quando vemos as coisas como obrigações temos menos vontade de as fazer, e por isso devemos sempre ver as nossas tarefas/obrigações simplesmente como mais uma coisa a fazer. Devemos sempre ver, ou pelo menos tentar ver, o lado positivo das coisas. Só assim vamos conseguir fazer as coisas bem e com vontade.
Sinto-me muito melhor agora. Cheguei a pensar que se passava alguma coisa comigo ou que tinha algum problema, mas já vi que não.
Talvez (não prometo) nestes dias que se aproximam, escreva algo. Tenho uma grande vontade de falar sobre o destino, quem sabe talvez amanhã. Tudo é possivel, não é?

Casanova

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Apresentação

Olá, sejam bem-vindos ao meu blog.
O meu nome é Marco.
Criei este blog após alguma insistência de uma colega minha, a Cristina.
Eu gosto de escrever seja poemas, pensamentos ou músicas. É uma distracção, um hobbie.
E é ai que entra este blog. Vou aqui por as coisas que escrevo todos os domingos. Não quero encher isto, por isso vou por apenas uma coisa por semana, mas em raras excepções de grande inspiração, poderei por mais que uma coisa.
Hoje é apenas apresentação, talvez amanhã ponha algo do que já escrevi. Não tenho nada recente, por isso esta abertura do blog talvez me proporcione alguma inspiração para eu escrever algo para inaugurar.
O que eu pretendo não é que elogiem o que escrevo (caso o queiram fazer estão à vontade) nem que critiquem (também o podem fazer). O meu objectivo é que leiam o que escrevo até ao fim e que pensem no que escrevo, principalmente quando são textos que expressam uma passagem ou um sentimento meu, porque poderão também estar a sentir isso.
Estão à vontade se me quiserem dizer um tema para eu escrever algo. Farei o meu melhor.
Por hoje é tudo.
Fiquem bem e boa noite.

Casanova