Será que existe?
Durante muito tempo fiz esta pergunta a mim próprio e a resposta era sempre a mesma: não!
Porque, como é que pode existir algo ou alguém perfeito. Tudo tem defeitos, não há nada que possua só qualidades. Por mais simpáticas e divertidas que sejam, as pessoas têm todas defeitos. Até o Papa têm defeitos.
Cheguei a "trocar ideias" com a minha stora de inglês, a stora Carina, porque ela dizia que era rara e difícil de encontrar, mas que existia. Mas eu insistia que não.
Pois admito aqui que estava enganado. A perfeição existe. Só que só existe para aqueles que a sabem procurar, aqueles que a querem procurar. Para a encontrar é preciso paciência e persistência. Eu demorei 15 anos a encontra-lá, mas encontrei.
E eu digo-vos porque é que quase ninguém a encontra. As pessoas cometem dois erros.
Primeiro, como estão à procura da perfeição, tentam sempre ver que defeitos que as pessoas têm, e esperam encontrar a perfeição quando descobrirem uma pessoa a quem não consigam apontar um único defeito. O que está errado porque para descobrir a perfeição não podemos olhar aos defeitos mas sim ás qualidades.
Segundo, procuram a perfeição física e psicológica das pessoas. O que está errado porque nesse campo não se consegue encontrar a perfeição. Aí toda a gente é imperfeita.
Quem realmente quer encontrar a perfeição, vai ter de a procurar nos sentimentos. Só os sentimentos podem ser perfeitos. Só uma amizade pode ser perfeita, só um amor pode ser perfeito. Só a simplicidade de um sorriso pode ser perfeito quando nele está envolvido amor.
E sabem quando é que eu descobri isto? Não foi há anos atrás, foi à meses atrás. Porque entrou na minha vida uma menina que eu amo. O nome dela é Ana Lucília, e tem 8 meses. É a minha irmã. Só quando ela nasceu, é que eu descobri a perfeição. Porque eu amo-a como nunca amei ninguém. Ela não é perfeita, porque chora, faz-me levantar cedo não me deixa dormir. O que é perfeito é o que eu sinto por ela.
Como já disse a perfeição demora até ser encontrada, por isso não tenham pressa. Procurem devagar mas bem. Porque assim quando finalmente a acharem, vai-vos saber muito bem. E saibam olhar ás pequenas coisas da vida, ás simplicidades que ela tem. Por vezes, um pormenor faz toda a diferença.
Casanova
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Destino...Será?
Dizem que todos temos um, e que foi escrito pela mão de Deus. Sobre a minha crença por Deus nem vou falar (acreditem chocava muita gente). Vou sim centrar-me na minha opinião sobre o destino.
Dizem que tudo o que nos acontece está no destino. E que se nos aconteceu, é porque tinha de acontecer. Mas se realmente as coisas fossem assim, porque haveria eu de estudar para os testes? Se estivesse destinado ter boa nota eu tinha. Ou se estivesse destinado ter má nota, de que valia a pena eu me dedicar aos estudos, estava no destino. Se o destino realmente existisse não valia a pena esforçarmo-nos por nada. Porque se estivesse destinado eu ter uma certa coisa, eu ia ter, mas se não tivesse, de que me ia adiantar tentar. Assumir que se acredita no destino é assumir uma posição passivista em relação à vida e admitir que não vale a pena lutar por nada. Com uma agravante. Se o destino realmente existisse eu não tinha controlo sobre a minha vida, e eu adoro ter o controlo de tudo na minha vida. Para mim é indespensável. Quem é que não gosta de ter o controlo de tudo?
A meu ver o destino é apenas uma desculpa para acidentes ou coisas que as pessoas não conseguem explicar. Quando há um acidente dizem logo que estava no destino por isso tinha de acontecer, mas já passou pela cabeça de alguém que a carta de um dos intervenientes talvez tivesse saído numa caixa de cereais? Ou quando algo corre mal nas vossas vidas, foi do destino, tinha de acontecer. Já pensaram que se calhar foram vocês que não fizeram bem as coisas.
Não usem o destino para se desculparem. Tomem o controlo das vossas vidas. Intervenham nela e lutem pelas coisas. Não estejam à espera que elas caiam do céu porque acreditem em mim, não caiem.
Na vida há sempre pelo menos duas saídas, dois caminhos a seguir. Não esperem que seja o destino a escolher. Assumam o controlo e escolham vocês, e não tenham medo de falhar. Se cairem, levantem-se. O que não nos mata torna-nos mais fortes.
Como por exemplo, têm mesmo agora uma possibilidade de escolha: continuem a acreditar no destino e vivam passivamente, ou assumam o controlo da vossa vida e sejam vocês a mandar nela.
Casanova
Dizem que tudo o que nos acontece está no destino. E que se nos aconteceu, é porque tinha de acontecer. Mas se realmente as coisas fossem assim, porque haveria eu de estudar para os testes? Se estivesse destinado ter boa nota eu tinha. Ou se estivesse destinado ter má nota, de que valia a pena eu me dedicar aos estudos, estava no destino. Se o destino realmente existisse não valia a pena esforçarmo-nos por nada. Porque se estivesse destinado eu ter uma certa coisa, eu ia ter, mas se não tivesse, de que me ia adiantar tentar. Assumir que se acredita no destino é assumir uma posição passivista em relação à vida e admitir que não vale a pena lutar por nada. Com uma agravante. Se o destino realmente existisse eu não tinha controlo sobre a minha vida, e eu adoro ter o controlo de tudo na minha vida. Para mim é indespensável. Quem é que não gosta de ter o controlo de tudo?
A meu ver o destino é apenas uma desculpa para acidentes ou coisas que as pessoas não conseguem explicar. Quando há um acidente dizem logo que estava no destino por isso tinha de acontecer, mas já passou pela cabeça de alguém que a carta de um dos intervenientes talvez tivesse saído numa caixa de cereais? Ou quando algo corre mal nas vossas vidas, foi do destino, tinha de acontecer. Já pensaram que se calhar foram vocês que não fizeram bem as coisas.
Não usem o destino para se desculparem. Tomem o controlo das vossas vidas. Intervenham nela e lutem pelas coisas. Não estejam à espera que elas caiam do céu porque acreditem em mim, não caiem.
Na vida há sempre pelo menos duas saídas, dois caminhos a seguir. Não esperem que seja o destino a escolher. Assumam o controlo e escolham vocês, e não tenham medo de falhar. Se cairem, levantem-se. O que não nos mata torna-nos mais fortes.
Como por exemplo, têm mesmo agora uma possibilidade de escolha: continuem a acreditar no destino e vivam passivamente, ou assumam o controlo da vossa vida e sejam vocês a mandar nela.
Casanova
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Falta de...
Antes de tudo quero pedir desculpa pela minha falta para convosco. Prometi que ia publicar aqui coisas todos os domingos e não consegui. Por isso decidi mudar um pouco. Eu vou publicar aqui aquilo que escrevo mas sempre que tiver algo. Acho que é melhor por isso venham cá todos os dias pois nunca se sabe quando eu vou publicar algo.
Agora passo ás razões. Nestes últimos dias tenho-me sentido estranho. A minha vontade para escrever o que quer que seja parece que desapareceu. E não tenho pensado noutra coisa. Primeiro pensei que fosse uma crise de inspiração. Mas depois de muitas noites a dormir sobre o assunto consegui ver as coisas por outro prisma. Eu não estou numa crise, porque se isto fosse uma crise, era sinal de que eu andava sempre inspirado, coisa que não acontece. Na realidade a inspiração vai aparecendo, e é ai que eu escrevo. Por isso nestes últimos dias eu não tenho andado estranho. Apenas tenho andado normal. Mas acho que me inspirei. Ou melhor depois de tanto procurar, encontrei a minha inspiração. E fui à procura dela na pessoa que eu mais amo neste mundo: a minha irmã. Ela sim, tem sido a minha verdadeira inspiração (com a música a ajudar). Eu gosto de adormecer a minha irmã, eu adoro vê-la dormir, eu até me rio quando a vejo chorar porque simplesmente sei que ela está ali, ao pé de mim. Basta um pequeno gesto dela ou o seu lindo sorriso para me pôr contente.
E eu acho que há outro motivo para não ter conseguido escrever no fim-de-semana. Aliás, escrever, eu escrevi, mas nem para mim próprio fazia sentido. O facto de eu ter criado este blog e de ter prometido que ia publicar aqui textos ou poemas meus todos os domingos, fez com que eu visse a escrita como uma tarefa, uma obrigação, não como apenas um hobbie ou uma distracção só para mim. Então a minha própria mente inibiu-se. Acho que precisei desta semana, e principalmente do fim-de-semana, para me mentalizar que isto continua a ser um hobbie. Mas consegui. E hoje, agora mesmo, sinto as palavras a fluir na minha cabeça. Neste momento apetece-me escrever sobre várias coisas, mas se o fizesse escrevia muito e vocês fartavam-se a meio, e esgotava os vários temas que vou publicar aqui ao longo do tempo, e então vou retrair-me um bocado.
O que eu quis dizer com esta conversa toda é que quando vemos as coisas como obrigações temos menos vontade de as fazer, e por isso devemos sempre ver as nossas tarefas/obrigações simplesmente como mais uma coisa a fazer. Devemos sempre ver, ou pelo menos tentar ver, o lado positivo das coisas. Só assim vamos conseguir fazer as coisas bem e com vontade.
Sinto-me muito melhor agora. Cheguei a pensar que se passava alguma coisa comigo ou que tinha algum problema, mas já vi que não.
Talvez (não prometo) nestes dias que se aproximam, escreva algo. Tenho uma grande vontade de falar sobre o destino, quem sabe talvez amanhã. Tudo é possivel, não é?
Casanova
Agora passo ás razões. Nestes últimos dias tenho-me sentido estranho. A minha vontade para escrever o que quer que seja parece que desapareceu. E não tenho pensado noutra coisa. Primeiro pensei que fosse uma crise de inspiração. Mas depois de muitas noites a dormir sobre o assunto consegui ver as coisas por outro prisma. Eu não estou numa crise, porque se isto fosse uma crise, era sinal de que eu andava sempre inspirado, coisa que não acontece. Na realidade a inspiração vai aparecendo, e é ai que eu escrevo. Por isso nestes últimos dias eu não tenho andado estranho. Apenas tenho andado normal. Mas acho que me inspirei. Ou melhor depois de tanto procurar, encontrei a minha inspiração. E fui à procura dela na pessoa que eu mais amo neste mundo: a minha irmã. Ela sim, tem sido a minha verdadeira inspiração (com a música a ajudar). Eu gosto de adormecer a minha irmã, eu adoro vê-la dormir, eu até me rio quando a vejo chorar porque simplesmente sei que ela está ali, ao pé de mim. Basta um pequeno gesto dela ou o seu lindo sorriso para me pôr contente.
E eu acho que há outro motivo para não ter conseguido escrever no fim-de-semana. Aliás, escrever, eu escrevi, mas nem para mim próprio fazia sentido. O facto de eu ter criado este blog e de ter prometido que ia publicar aqui textos ou poemas meus todos os domingos, fez com que eu visse a escrita como uma tarefa, uma obrigação, não como apenas um hobbie ou uma distracção só para mim. Então a minha própria mente inibiu-se. Acho que precisei desta semana, e principalmente do fim-de-semana, para me mentalizar que isto continua a ser um hobbie. Mas consegui. E hoje, agora mesmo, sinto as palavras a fluir na minha cabeça. Neste momento apetece-me escrever sobre várias coisas, mas se o fizesse escrevia muito e vocês fartavam-se a meio, e esgotava os vários temas que vou publicar aqui ao longo do tempo, e então vou retrair-me um bocado.
O que eu quis dizer com esta conversa toda é que quando vemos as coisas como obrigações temos menos vontade de as fazer, e por isso devemos sempre ver as nossas tarefas/obrigações simplesmente como mais uma coisa a fazer. Devemos sempre ver, ou pelo menos tentar ver, o lado positivo das coisas. Só assim vamos conseguir fazer as coisas bem e com vontade.
Sinto-me muito melhor agora. Cheguei a pensar que se passava alguma coisa comigo ou que tinha algum problema, mas já vi que não.
Talvez (não prometo) nestes dias que se aproximam, escreva algo. Tenho uma grande vontade de falar sobre o destino, quem sabe talvez amanhã. Tudo é possivel, não é?
Casanova
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