terça-feira, 25 de agosto de 2009

O título não interessa, o sentimento é que importa

Até tu apareceres
Os meus dias eram normais
Mas contigo
Passaram a ser surreais.

Porque tu fazes-me sorrir
Fazes-me feliz, fazes-me cantar
Fazes o meu coração abrir
De tanto rir, fazes-me chorar.

Se este sentimento fosse fogo
Eu estava a arder
Se isto fosse água
Eu estava a chover.

Gosto de te ter no meu coração
Não quero que vás embora
É isto que sente
Este rapaz que te adora.

Casanova

sábado, 15 de agosto de 2009

(continuação) vira o disco e toca o mesmo

Sinto-me um verdadeiro actor.
Quando estou sozinho, exteriorizo a raiva toda que está dentro de mim, mas à frente de quem quer que seja, estou em constante representação, em que a personagem é um adolescente de 16 anos que está de férias e aparenta felicidade.
Sozinho, penso em tudo e em todos, sinto a raiva toda com que ando a querer sair, e só me apetece agarrar em tudo o que parta e mandá-lo contra a parede, apetece-me pegar no telemóvel e no computador e mandá-los pela janela, apetece-me a mim próprio sair pela janela, ir em direcção às árvores e andar até me doerem as pernas e os pés, deixar para trás tudo e todos, e refugiar-me longe da confusão. À noite, dou voltas e voltas na cama, sem conseguir adormecer, e de manhã, acordo e adormeço, vezes sem conta, e entretenho-me a olhar para o telemóvel, a ver as horas passar. Agora, talvez entenda as pessoas que se cortam de propósito…a dor física atenua a psicológica.
Felizmente tenho um certo auto-domínio e mantenho uma certa lucidez, que me permitem não fazer nada do que escrevi em cima.
À frente das pessoas, a personagem tem um espírito diferente. Sorrio, tento manter a calma, tento fazer com que os outros se sintam bem. Tento não “rebentar” e descarregar em ninguém, porque não têm culpa, aliás, nem sei bem quem tem culpa disto. A única coisa que sei é que a minha vida estava a correr mais ao menos bem, e de um momento para o outro deixou de estar, e eu nem me apercebi disso, nem tive tempo para fazer o que quer que fosse para o impedir. Nestes últimos dias eu não caminho, eu não ando, simplesmente… vagueio.

Casanova

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

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Antes de mais, boa noite. Já há algum tempo que não passo por aqui. E se estou a passar agora, não é porque me sinto terrivelmente inspirado. Porque na verdade nem eu sei como me sinto. Um verão que até parecia que ia ser o melhor que os anteriores, esta a ser praticamente igual, apenas com alguns mudanças. Todos os planos que tinha feito, tudo aquilo em que tinha pensado e planeado fazer, quase nada ou mesmo nada foi feito. Não é que o verão já tenha acabado, mas uma boa parte já lá vai e o que não fiz até agora, dificilmente o farei. Com o factor agravante que se têm passado coisas mesmo estranhas na última semana. E depois para acabar, o facto de a minha vida estar em constante mudança de ritmo, de casa, de situação, etc, etc, etc.
Apesar de tudo já cheguei a algumas conclusões. A mais interessante de todas é: sou burro, por pensar. É estranho, mas completamente verdade e fácil de entender. Se não pensasse nas coisas, também não pensava em como elas podiam acontecer, logo não fazia planos, por isso não ficava desiludido quando as coisas não acontecessem como eu tinha planeado, logo não sofria. Por isso sofro, porque penso.
Estou num daqueles momentos em que a vida parece uma verdadeira treta, e não estou bem a ver como vou dar a volta a isso. Só quero paz, amor e que as mudanças acabem. Era tudo tão mais fácil se as coisas fossem sempre como nós queremos.
Por isso, se querem um conselho de um rapaz que está farto de pensar...não pensem nas coisas, deixem simplesmente as coisas desenrolarem-se como calhar. Tentem fazê-lo, já que eu não sou capaz.

Casanova