terça-feira, 28 de abril de 2009

Não preciso de pensar muito tempo
Para escrever o que escrevo
Nem preciso de inventar frases bonitas
Mas sem qualquer sentimento.
O que escrevo é sentido
Porque apenas escrevo o que sinto
Mas sinto-me perdido.

Perdido a cada passo que dou
Perdido em cada sitio onde estou
Perdido o que quer que esteja a fazer
Perdido só de pensar que te posso perder.
Faço as coisas sem pensar
Porque só penso em ti
Penso no que sinto
E no que sentes tu por mim.
Passo horas a filosofar
A questionar
Porque não posso estar ao de ti.

Mas respostas
Não me as dá a filosofia
Nem a música
Nem tu...
Nem mesmo a poesia.

Casanova

domingo, 26 de abril de 2009

Morte!!

Não, não se preocupem. Desta vez, não vou escrever nenhum poema, nem falar sobre amor. Vai ser algo diferente, algo....pior! Há já muito tempo que quero falar disto, mas não tinha coragem porque não queria assustar ninguém. Mas apetece-me assustar as pessoas hoje. Por isso, vou falar sobre: a morte. É verdade, a morte. Haverá alguma coisa mais interessante que a morte para falar? Porque a verdade é que não sabemos nada ou quase nada dela. 
A morte está presente todos os dias nas nossas vidas. Desde a morte do nosso cão ou de um passarinho que encontramos no chão, até à ideia de nos deixarmos ficar na linha do comboio, à espera dele, e pensar que se ali ficarmos, todos os nossos problemas se acabam, cortando-os pela raiz. A ideia de morrer e tratar assim de todos os nosso problemas pode ser aliciante, depois de mais um dia cheio de problemas. 
Ouvi dizer que o nosso corpo aguenta muitas dores, dores muito grandes mesmo, e que a morte é apenas uma dor, mas uma dor tão grande que o nosso corpo não aguenta. E também sei que as pessoas se suicidam, por já não aguentarem mais a dor que sentem por causa de desilusões, de dívidas, de amores. Ora, presumo que seja esta. então, a dor grande, que as pessoas que se suicidam sentem, e que não aguentam. Mas uma pessoa não se mata logo ao primeiro obstáculo. Mata-se só quando já não aguenta a dor, transportando essa dor durante algum tempo. Por isso, algumas pessoas morrem por dentro e mantém-se vivas fisicamente. A esses chamo carinhosamente de mortos-vivos.
Mesmo assim não consigo imaginar como é que uma pessoa, consegue subir para uma ponte e, simplesmente, atirar-se dela; ou apontar uma pistola à cabeça e disparar; ou agarrar numa faca e espetá-la na barriga. Por incrível que pareça, eu admiro a coragem dessas pessoas. São poucos os que têm a coragem de se mandar para um lago e afogarem-se.
Espero que não esteja na tua lista de próximas coisas a fazer, o suicídio
Nunca se esqueçam, que no suicídio ou em qualquer outra coisa na vida, há sempre outra saída, outro caminho, outra forma de fazer as coisas. Nunca temos só uma hipótese. O importante é que nunca desistam de encontrar essa outra saída, acreditando sempre que, no fim, o esforço valerá a pena. Ninguém está sozinho no mundo, TU não és excepção.

Casanova

domingo, 19 de abril de 2009

Quero-te tanto
Já não sei que mais fazer
O tempo não passa
E eu já farto de sofrer
Farto de ter de esperar
Para te voltar a ver
Para te voltar a abraçar
Para voltar a cheirar
Esse teu perfume
Esse cheiro inconfundível
Fico sempre com ele
Depois de mais uma noite inesquecível
E quando chego a casa
Deito-me na cama a pensar
"Porque passou o tempo
Porque raio não o fiz parar"
Eu não queria vir embora
Eu não te queria largar
queria olhar-te nos olhos
E sentir que me adoras
Poder ficar a ver
Esse olhar com que me devoras
Não imaginas quanto custa
Ver a tua cara de saudade
Saber que está na hora
Mas acreditar que não é verdade
É bom
Mas causa dor
É mesmo assim
É o ...

terça-feira, 14 de abril de 2009

Gostava de te dizer
1001 palavras
Mas seriam apenas palavras.
Palavras que não contam nada
Por serem apenas isso:
Palavras.
Gostava de fazer
1001 coisas
Para te provar
Que o que digo é verdadeiro
Mas não estou ao pé de ti
Nem estás tu aqui
Não te posso mostrar
Que nem tudo é falsidade
Que nem tudo é mentira
Que existe verdade.
Há sentimentos verdadeiros
A boca mente
Mas os olhos são derradeiros
Possuidores da clareza
O espelho do coração
Olhos nos olhos
Te digo com certeza
Que gosto de ti.
Como não posso
Nada provar
Entrego-me à poesia
Porque sem ela
A minha vida também não seria
Assim como é
Era pior
Apesar de não ser tudo como eu queria.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Padrões (pré)definidos...

No último casamento a que fui com a minha mãe, tivemos uma conversa daquelas que são sempre iguais de mãe com filho, sobre... raparigas. Acho que foi quando fomos à tarde, a casa. Ela disse que não tinha mal em namorar, em apaixonar-me, mas que tinha de ser uma rapariga decente. Tinha de puxar por mim e eu por ela, tinha de ser esperta, ter juízo. Bem...numerou uma série de características, que eu comecei a ver como um padrão. Era como se chegasse a um site de encontros e metesse lá que só queria ver perfis de mulheres loiras ou morenas, altas ou baixas, etc. Não que a minha mãe tenha feito por mal, mas cada rapariga que eu via, começava a ver se se encaixava no padrão. Algumas até lá chegavam perto, mas faltava uma coisa: aquela parte do eu também ter de gostar dela.
Agora TU? Tu não encaixas em nenhum padrão, porque tu própria és um padrão único, mais nenhuma é igual a ti. Não interessam mais padrões, apenas interessas tu. Tu não precisas de ter mais nenhuma característica porque eu gosto de ti, tal como tu és.

Casanova

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Mais vale...

Já passava da uma da manhã, quando me veio um frase à cabeça que eu já não me lembrava à muito: "Mais vale arrependeres-te de teres feito uma coisa, do que arrependeres-te da não teres feito." Não vos vou dizer onde a li, porque perdia o significado todo.
Não conseguia adormecer a pensar nesta frase, porque eu estava a sentir aquilo, eu estava-me a sentir...arrependido. Não por ter feito alguma coisa, mas precisamente, por não a ter feito. Não sei se já passaram por isto, mas a sensação de sentirmos que perdemos uma oportunidade de termos feito alguma coisa, é terrível. E eu ontem tive tantas, mas tantas oportunidades, e...simplesmente não fui capaz. Até um cego via o que estava a minha frente, e eu simplesmente...não consegui. E enquanto nós sabemos que ainda temos oportunidade, estamos bem, mas quando estamos já a ver que as oportunidades acabaram, e que pior, não sabes quando voltarás a ter outra oportunidade, bem, digo-vos é horrível.
Eu já estive nas duas situações, na de me arrepender de ter feito alguma coisa, e na de me arrepender por não ter feito alguma coisa. E digo-vos que, claramente, a segunda é pior. Porque quando nós fazemos alguma coisa de que nos arrependemos, podemos dizer: "Bem, se fosse agora não o tinha feito, mas se não o fizesse também não saberia se tinha resultado ou não." Agora quando nós nos arrependemos de não termos feito alguma coisa é isto que pensamos: "E se eu o tivesse feito? As tantas tinha resultado. Mas porque é que não o fiz?" E asseguro-vos, que esta dúvida, é dolorosa.
A rejeição é certa, e só os que têm coragem de tentar, é que por vezes, conseguem o sim.
Por isso, por mais medo que tenham de ouvir um não, de estaladas, de berros, de chorar, de sofrer, tentam sempre, arrisquem SEMPRE.
Porque mais vale arrependerem-se de terem feito alguma coisa, do que se arrependerem de não a ter feito.

Casanova

sábado, 4 de abril de 2009

Há sempre alguém...

Digo sempre
Que não gosto de relações
São só mensagens lindas
E brutas declarações.
Palavras vazias
Levadas pelo vento
Perdidas no ar
E sem qualquer sentimento.
Digo sempre
Que pessoas da minha idade
Não sabem o que é amar
Que eu próprio não sei o que é amar
Que esse amor é apenas ilusão
Que alguns maus momentos
Depressa levarão.
Mantenho
Ou pelo menos tento manter
Todas estas convicções
Mas tinha de aparecer alguém
Para me fazer duvidar
De certas conclusões.

Porque, porra,
Tu és linda.
Adoro ouvir-te falar
Horas sem parar.
Adoro quando me chateias
Adoro poder-te picar
Adoro poder-te tocar
Adoro ver-te sorrir
Adoro quando me mexes no cabelo
Adoro apanhar-te a mentir.


Não que nunca me tenha acontecido
Mas o que mais me chateia
É que por dentro dou-me como vencido.
Vencido,
Numa batalha em que nem lutei
Enfeitiçaste-me com as tuas palavras
Até o teu ód** de est******
Eu adorei.

Não te amo,
Nem me apaixonei perdidamente
Só não posso voltar a dizer
Que me és indiferente.

Casanova

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Sentimento Implícito

Li isto há algum tempo na Internet:
"O amor é fudido! Mas gostei de fude-lo contigo."
A primeira coisa que fiz foi rir-me. Mas depois reflecti e de duas frases, de duas asneiras tirei duas conclusões: uma caracterização do que o amor pode ser e uma declaração. Porque o amor é algo que não é fácil, a primeira frase refere-se a isso. E depois o facto de uma pessoa dizer que ultrapassou essa barreira de dificuldade com outra, quer dizer que a ama, e isso é uma declaração espectacular. Por isso, considero que esta frase foi pensada num momento de grande inspiração, e independentemente da linguagem, o seu valor é único. Porque a inspiração exprime-se através de qualquer língua, pelas palavras que forem necessárias, e nem sempre se esprime com palavras bonitas e, por vezes, vazias. É por isso que só algumas pessoas têm a capacidade se abstrair ao ponto de ver para além das palavras que se utilizam, e perceber se realmente o que está escrito é vazio ou não. E quando digo vazio, falo no sentimento que o que foi escrito tem...ou não. E após ter pensado nisto tudo, cheguei à conclusão que aquelas duas frases, têm um sentimento implícito, e segundo me parece, não foram escritas à toa. Penso até que as palavras utilizadas reforçam esse sentimento. O facto de a linguagem utilizada ser pouco ortodoxa choca mais, e a emoção que cria nas pessoas é em maior escala.
Agora finalizo com...duas coisas: primeiro quero pedir desculpa se ofendi alguém ao por aquilo no meu blog. Em segundo quero dizer a essas pessoas que tenho pena delas, porque não conseguem entender que o que interessa não é o que é escrito ou como é escrito, mas o sentimento com que é escrito.
Até mais ver.

Casanova